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 [Análise] Zelda: Spirit Tracks

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Jakerpot
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MensagemAssunto: [Análise] Zelda: Spirit Tracks   Sex Dez 11, 2009 8:28 pm

A série Zelda chegou à Nintendo DS com grande impacto quando The Legend of Zelda: Phantom Hourglass foi lançado. O sistema de jogo que recorria ao uso obrigatório do Stylus, além de explorar as melhores potêncialidades da consola, criaram um clássico imediato e um sucessor válido da série Zelda. O ano 2009 vai fechar com a chegada de The Legend of Zelda: Spirit Tracks, trazendo o mesmo sistema de jogo e o mesmo motor gráfico. Prontos para mais uma aventura de Link?



The Legend of Zelda: Spirit Tracks é, tal como os antecessores, uma pseudo-sequela, colocando a história deste título a decorrer 100 anos depois da de The Legend of Zelda: Phantom Hourglass. Neste tempo, o suposto descendente de Link é um maquinista recém formado que visita o castelo para receber o título directamente das mãos da princesa Zelda. Após a cerimónia, Zelda força Link a encontrar-se com ela e revela que um perigo enorme pode estar bem perto e só Link a pode ajudar. A caminho da torre indicada por Zelda, estes são alvo de uma emboscada feita pelo conselheiro real e Zelda fica com o seu espírito separado do corpo.

Este é o mote para The Legend of Zelda: Spirit Tracks, que coloca, pela primeira vez na história da série, Link e Zelda a viver a aventura juntos. Isto faz com que a jogabilidade clássica sofra algumas mudanças, na direcção de oferecer uma exploração em equipa. Enquanto Link mantém o mesmo estilo de interacção com os cenários usando a espada e
o seu escudo, além das mais variadas ferramentas, Zelda consegue possuir as armaduras conhecidas por Phantoms que lhe oferecem resistência e força para resolver puzzles impossíveis de realizar para Link.

Mas não há melhor forma de explicar a nova sinergia entre Link e Zelda do que falar da jogabilidade de The Legend of Zelda: Spirit Tracks em si. The Legend of Zelda: Phantom Hourglass ficou conhecido por usar a Nintendo DS de forma exímia, usando o ecrã táctil para quase todas as funções e o mesmo acontece em The Legend of Zelda: Spirit Tracks. Para andar é necessário mover o Stylus, no ecrã, na direcção pretendida; já para atacar é preciso descrever várias formas rapidamente, entre outras funções. As várias ferramentas, como o Boomerang, estão de volta e novas foram incluídas, como o chicote e a ventoinha que permite afastar fumos ou fazer funcionar outras hélices, soprando para o microfone da consola.



Voltando à inclusão de Zelda em The Legend of Zelda: Spirit Tracks, é notório que os novos puzzles foram construidos em volta do sistema de parceiros, em vez do contrário, o que dá uma maior naturalidade aos puzzles. Para mover Zelda é necessário descrever uma trajectória no ecrã e esperar que ela se movimente até essa posição. Isto ajuda-nos a resolver puzzles como pressionar duas alavancas com cada uma das personagens ou até percorrer caminhos de lava onde Zelda usa a armadura como escudo. Tudo isto é feito de uma forma simples e prática, mas infelizmente existem alguns problemas com este sistema. Por vezes Zelda fica presa em partes do cenário, ou a confusão é instalada quando precisamos de mudar a trajectória de Zelda ao mesmo tempo que estamos a ser atacados, mas isto são problemas facilmente contornados.
Cliquem aqui para ver a entrevista com Eiji Aonuma de The Legend of Zelda: Spirit Tracks
Uma introdução bem vinda em The Legend of Zelda: Spirit Tracks é a flauta espiritual. Os fãs da série vão identificar de imediato uma parecença com a ocarina de The Legend of Zelda: Ocarina of Time ou de The Legend of Zelda: Majora's Mask. Isto permite tocar a flauta para resolver puzzles em determinadas zonas, mas também vos deixa tocar à vossa vontade. Para o fazer precisam de soprar para o microfone enquanto movem a flauta, simulando uma flauta de pã verdadeira.

Outra das grandes novidades de The Legend of Zelda: Spirit Tracks é a mudança do meio de locomoção, ou seja, vamos abandonar os mares e trocar o barco por um comboio (não se preocupem que este comboio também funciona, estranhamente, dentro de água) e fazer-nos aos carris que formos refazendo ao longo da aventura. Conduzir o comboio é muito mais divertido que o barco e há mais coisas para fazer durante as viagens. É verdade que não dá para explorar além da direcção em que os carris nos levam, mas isso não é um problema, tendo em conta que o que se faz aqui é divertido e até nos dão o nosso próprio apito para correr com os animais da linha (embora tenha noção que atropelá-los numa fase mais avançada do jogo tenha ainda mais piada). Podem usar o Stylus para aumentar ou diminuir a velocidade na manete e até mudar a trajectória das linhas. O canhão está de volta e podem usá-lo para atacar os inimigos que vão surgindo para dificultar o percurso da viagem. Não se esqueçam ainda dos comboios que partilham as linhas e que devem evitar colidir, o que oferece ainda mais estratégia.



Além da história, The Legend of Zelda: Spirit Tracks tem ainda um modo para mais 3 jogadores que vos coloca em várias masmorras, onde têm de obter mais fragmentos de triforce que os adversários. Infelizmente só pudemos experimentar este modo a dois jogadores, mas o ponto alto é poder jogar com os restantes amigos, com recurso a apenas um cartuxo.

The Legend of Zelda: Spirit Tracks usa o mesmo motor gráfico que The Legend of Zelda: Phantom Hourglass, por isso podem contar com grafismo em Cel-Shading 3D que mantém uma perspectiva aérea na maior parte do tempo. Os cenários também estão mais variados, o que ajuda a suportar melhor esta aventura para quem jogou o primeiro. No geral continuam agradáveis e bastante atractivos.



No departamento musical podem contar com o line-up típico da série Zelda. São poucas as melodias realmente novas, mas no global o trabalho mantém-se intacto e fiel à série.

Termino esta análise por dizer que sou um enorme fã de Legend of Zelda e foi com grande satisfação que vi o que a Nintendo e Eiji Aonuma fizeram com The Legend of Zelda: Spirit Tracks. A interacção entre Link e Zelda é digna
de ser vista e algo que os fãs já pediam há muito tempo. A nova secção de comboio volta a dar a sensação de estar mesmo de regresso a Hyrule e a introdução da Spirit Flute é quase uma homenagem à Ocarina presente nos anteriores da Nintendo 64.



No geral, The Legend of Zelda: Spirit Tracks é um sucessor ainda mais digno da franchise Zelda que The Legend of Zelda: Phantom Hourglass e isso sente-se logo no início com uma introdução menos pesada e pronta para a acção. É muito bom ver Link de regresso à boa forma e não é o facto de ter um motor de jogo idêntico ao anterior ou uma jogabilidade igual que afasta The Legend of Zelda: Spirit Tracks de ser um dos melhores jogos da Nintendo DS.

Fonte: E-Zine MyGames
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